Hoje cheguei de viagem da praia e fui renovada ao descer do ônibus na minha cidade. Não que minha estadia fora da cidade tivesse sido ruim, de forma alguma, mas sabe aquela saudade que bate?
Pois é, quando cheguei me senti uma turista, conhecia cada lugar por onde passei mas, coloquei uma música alta no mp3 e caminhei, cabelos ao vento, mochila nas costas, bolsinha nas mãos, óculos e caminhei, por uma hora. tudo aprecia novo, cada carro que quase me atropelava, não era mais o de antes.
Eu estava com saudade do ar poluído da minha cidade, do meu bairro, das crianças que sempre tentam atropelar as pessoas na rua com suas bicicletas feitas com nanotecnologia, saudade do latido insuportável das minahs cadelas, das muquiranas voadoras que aparecem à noite tentando me carregar, saudade até das galinhas.
Saudade da comida da minha mãe, ela até deixou um bolo em cima da mesa que eu devorei em minutos enquanto ligava o computador e escrevia isso.
Essa saudade maluca que bateu.
Domingo, 20 de Janeiro de 2008
Saudade
Sábado, 5 de Janeiro de 2008
Terça-feira, 1 de Janeiro de 2008
Um desabafo
Domingo, 23 de Dezembro de 2007
E tudo Mudou
E tudo mudou...
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz... ...
De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças
Luis Fernando Veríssimoe
E que a minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.
Oswaldo Montenegro
As razões que o amor desconhece
Domingo, 16 de Dezembro de 2007
Problemas com a Pirataria Doméstica
Ao atravessar a rua minha mãe quase foi atropelada por um carro não identficado(no meu conceito), culpa dos fones de ouvido, do MP3 que tocava uma música tranqüila que desviou sua atenção. Até aqui, OK!
Eu, com meu óculos Ray Ban falsificado e roupa apropriada para se fazer compras, me dirijo juntamente com minha mãe que ainda se recupera do quase acidente até os cartazes com as promoções em frente ao supermercado..
Detalhe: na frente do supermercado há um 'micro-estacionamento', onde o espaço é delimitado por uma barra de ferro no chão.
Após olharmos sorridentes às promoções, minha mãe-boca-aberta-traumatizada me convida para entrarmos e eu, muito ocupada na difícil tarefa de olhar os cartazes e carregar a minha bolsa, esqueço da barra de ferro no chão e BLUFT!!! Faço um giro de 97 graus para a frente, meu óculos vai para a ponta do nariz e eu, desesperada com o dedão do pé doendo, tento voltar ao ãngulo e achar a minha mãe que por sinal já estava na entrada do supermercado.
Uma criança olha com piedade para mim, eu sorrio, disfarço e sigo em direção à porta do supermercado onde, deveria estar a minha mãe.
A culpa desse incidente é do Ray Ban falsificado, que além de prejudicar a minha visão ainda está torto. Se eu tivesse coprado um Ray Ban original, ele estaria fora do nosso orçamento e não teríamos dinheiro para fazer compras, eu não estaria lá naquele momento, mas em compensação eu estaria em um hospital, anoréxica, semi-consciente e desnutrida devido a falha no orçamento que nos impediu de mantermos a dieta habitual.


